Um levantamento do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) revelou que as prefeituras mineiras destinaram, em média, apenas 1% do total das despesas à gestão ambiental entre 2014 e 2026. No período analisado, a área ocupou apenas a 12ª posição no ranking de investimentos municipais.
Segundo o estudo, Belo Horizonte aplicou 0,9% das despesas em gestão ambiental neste ano, até junho. Em Contagem, o índice foi de 0,7%, enquanto Ribeirão das Neves destinou 0,1%. No interior do estado, cidades como Uberaba, Ipatinga e Governador Valadares registraram percentuais ainda menores.
O TCE-MG também alerta que a maior parte dos recursos é utilizada após a ocorrência de desastres, em vez de ser aplicada em ações preventivas. Especialistas afirmam que o baixo investimento em prevenção preocupa, principalmente diante da previsão de um novo episódio de El Niño, que pode intensificar a estiagem, aumentar os incêndios florestais e agravar problemas de saúde pública.
Pesquisadores defendem que os municípios ampliem os investimentos em planejamento, monitoramento de áreas de risco e políticas públicas voltadas à adaptação às mudanças climáticas, reduzindo os impactos de eventos extremos sobre a população.
As prefeituras de Belo Horizonte, Contagem e Ribeirão das Neves informaram que vêm ampliando ações e investimentos na área ambiental. Já as administrações de Uberaba, Ipatinga e Governador Valadares não responderam aos questionamentos até a publicação da reportagem.
Foto: Reprodução/TV Globo
Fonte: g1 Minas
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