Um detento morreu no presídio Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte, supostamente por falta de atendimento médico adequado. Ao falecer, o presidiário apresentava larvas no pescoço. A denúncia é de um funcionário ligado ao centro de reclusão.
Conforme a denúncia, o homem, que sofre com crises depressivas, teria feito uso de diversos medicamentos controlados, com o intuito de cometer autoextermínio. Ele foi socorrido por policiais penais da unidade e levado para um hospital de Belo Horizonte, onde permaneceu internado por alguns dias.
No hospital, o presidiário foi submetido a uma traqueostomia, cirurgia feita no pescoço para facilitar a chegada de ar até os pulmões. Após o procedimento, o detento retornou ao presídio, mas, no complexo, não teria recebido os devidos tratamentos médicos.
Por isso, segundo o denunciante, larvas teriam aparecido no pescoço do detento. Com a situação, o homem retirou a traqueostomia da garganta e morreu com dificuldades de respirar. “Além desse detento, outros presidiários já morreram na Jason Soares Albergaria devido à falta de trato médico”, revelou em anonimato o funcionário ligado ao presídio.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindpen-MG), Jean Otoni, a falta de profissionais da saúde nos complexos penitenciários mineiros é desesperador. “Atualmente, nos presídios do Estado não faltam somente policiais penais, mas também médicos, enfermeiros, psicólogos, dentre outros profissionais”, queixou-se.
Outro lado
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) garantiu que a denúncia é improcedente. “O preso W.R.S, 22 anos, morreu no último domingo (05), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Joaquim de Bicas, em consequência de uma parada cardíaca. A internação nesta UPA ocorreu, também, no domingo (05). O preso teve acompanhamento médico por mais de três meses, tendo sido internado pela primeira vez em 04/11/2022, na UPA de São Joaquim de Bicas. No dia 08/11, foi internado no Hospital Odete Valadares e, no dia 03/12, na Santa Casa de Belo Horizonte. A partir desta data até domingo (5/2), ele teve idas e vindas da Santa Casa para a Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, onde estava preso”, informou, por nota.
Ainda conforme a pasta, todo o tratamento médico recebido pelo preso está devidamente documentado, e foi remetido ao Poder Judiciário. “De acordo com informações de todos os laudos médicos e acompanhamento da equipe de saúde e da direção da unidade, não procede a informação de que este preso teria tirado a traqueostomia porque estaria com larvas”, pontuou a nota.
Fonte: O Tempo.


















