Uma professora de Direito foi morta a facadas na noite desta sexta-feira (6) dentro de uma sala de aula de uma faculdade particular em Porto Velho, em Rondônia. O crime chocou a comunidade acadêmica e está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
De acordo com informações apuradas, o ataque aconteceu após o término da aula. O aluno aguardou o momento em que a professora ficou sozinha na sala e iniciou uma discussão. Em seguida, ele desferiu golpes de faca contra a docente, que foi atingida na região do tórax e também no braço.
Após o ataque, a professora foi socorrida por alunos e levada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico.
O suspeito tentou fugir, porém foi contido por outros estudantes, entre eles um policial militar que cursava a graduação. Ele foi preso em flagrante, e a Justiça converteu a prisão em preventiva.
Em depoimento à polícia, o aluno afirmou que manteve um relacionamento com a professora por cerca de três meses e alegou que o crime teria sido motivado por vingança. Essa versão, no entanto, não foi confirmada pela família da vítima nem pelas autoridades. O suspeito também declarou que a faca utilizada no crime teria sido entregue pela própria professora um dia antes do ataque, informação que segue sob investigação.
A instituição de ensino divulgou nota de pesar, suspendeu as aulas por três dias e afirmou colaborar com as investigações. Entidades educacionais e colegas de profissão também se manifestaram, lamentando a morte da professora e repudiando o crime.
O corpo da vítima foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) no sábado (7) e transladado para Salvador, na Bahia, onde ocorrerão o velório e o sepultamento. Em Porto Velho, alunos, professores e amigos realizaram uma missa em homenagem à docente.
A professora tinha 41 anos, era escrivã da Polícia Civil e lecionava Direito Penal. Alunos a descrevem como dedicada, acolhedora e apaixonada pelo ensino, conhecida por adotar métodos dinâmicos e incentivar constantemente os estudantes.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Rondônia.
Fonte: g1 Rondônia.
Fotos: Arte/g1; Reprodução/redes sociais.


















