Quase 5 milhões de pessoas moram em áreas de risco no Brasil, aponta levantamento

Por Dentro De Tudo:

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Um levantamento do Serviço Geológico do Brasil mostra que quase 5 milhões de pessoas moram em áreas de risco no país. Uma cidade cercada de morros, cortada por rios que transbordam, com problemas de drenagem e muita gente vivendo em áreas vulneráveis: Juiz de Fora é um dos municípios que fazem parte do mapeamento de risco do Serviço Geológico do Brasil.

Esse trabalho começou em 2012. Nesses 14 anos, 1,8 mil municípios foram mapeados no Brasil inteiro. Em 961 deles, ou seja, mais da metade, o Serviço Geológico identificou a presença de ao menos uma área de risco. São mais de 1,7 milhão de domicílios instalados em zonas de perigo – 4,6 milhões de brasileiros vivendo na incerteza de um desastre.

Os dados foram atualizados esta semana. De um total de 17.728 áreas mapeadas, mais de 5,5 mil são consideradas de risco muito alto e cerca de 12 mil de risco alto. Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os estados mais afetados. O Serviço Geológico aponta os deslizamentos e inundações como os principais perigos.

Quase 5 milhões de pessoas moram em áreas de risco no Brasil, aponta levantamento

Foi exatamente o que aconteceu esta semana em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, onde a água cobriu partes da cidade. Cléberson de Vasconcellos, autônomo, salvou a mãe de morrer afogada dentro de casa: “Isso já é a terceira vez que acontece com a gente aqui. Chega, a gente não aguenta mais”.

“O ideal é que o mapeamento não seja a última tarefa a ser executada em uma área de risco. Mas, sim, que ele seja uma das primeiras. Ele é um diagnóstico. E, a partir desse diagnóstico, sim, tem que ter a continuidade em outras ações para que seja feito, então, a mitigação dos riscos apurados”, afirma Julio César Lana, geólogo do Serviço Geológico do Brasil.

Crédito da foto: Globo/Reprodução
Fonte: Jornal Nacional

Observação: no final, crédito da foto e fonte citados como acima.

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