De janeiro a abril de 2024, a Receita Federal em Minas Gerais já apreendeu R$ 13.671.762,99 em mercadorias ilegais, incluindo produtos contrabandeados e pirateados. Apenas na semana passada, em uma operação em Belo Horizonte, fiscais recolheram cerca de 1,5 mil celulares, além de outros artigos, totalizando R$ 3 milhões. O comércio ilegal desvia impostos dos cofres públicos e ameaça empresas que atuam dentro da lei devido à concorrência desleal.
Entre os itens apreendidos ao longo do ano estão cigarros, TV Box, bebidas alcoólicas, telefones móveis e eletrônicos, muitos dos quais falsificados ou importados de forma irregular. A média mensal de apreensões é de R$ 3,4 milhões.
A Receita destaca que o comércio ilegal prejudica a economia, retirando do mercado empresas corretas e não contribuindo com impostos que deveriam ser direcionados ao bem-estar socioeconômico do país.
A operação “Atacado Central”, realizada na última quinta-feira (13), vistoriou pelo menos dez estabelecimentos em um shopping popular no centro de Belo Horizonte, resultando na apreensão de 64 caixas de produtos, incluindo 1,5 mil celulares. A ação mirou comerciantes com alta capacidade financeira que utilizam o ambiente popular para vender mercadorias ilegais e praticar concorrência desleal. Alguns desses comerciantes residem em bairros nobres e ostentam carros de luxo, apesar de declararem baixos rendimentos ao Fisco.
A Receita identificou movimentações financeiras elevadas entre os investigados, com um deles movimentando mais de R$ 11 milhões em quatro anos. Muitos comerciantes declaram rendimentos baixos, utilizando laranjas para gerenciar negócios e driblar a fiscalização. Diversos estabelecimentos operam sem CNPJs regulares ou utilizam a estratégia de abrir e fechar empresas para evitar o pagamento de tributos.



















