Conteúdos que incentivam comportamentos associados a transtornos alimentares têm ganhado espaço nas redes sociais, apresentados como hábitos saudáveis ou rotinas de disciplina. Publicações com grande alcance ensinam práticas como restrição extrema de alimentos, jejuns prolongados e controle rígido de calorias, muitas vezes sem qualquer respaldo médico, atingindo principalmente adolescentes e jovens.
A nova forma de divulgação preocupa especialistas por mascarar doenças como anorexia e bulimia sob a aparência de bem-estar. Diferente de anos anteriores, quando esse tipo de conteúdo circulava de forma mais restrita, hoje ele aparece em perfis com linguagem motivacional, estética fitness e promessas de transformação física, o que dificulta a identificação dos riscos.
O impacto já é percebido no sistema de saúde, com aumento de casos em faixas etárias mais baixas e quadros mais graves. Há registros de pacientes cada vez mais jovens e com níveis avançados de desnutrição, reflexo direto da exposição constante a padrões irreais de corpo e da normalização de práticas prejudiciais.
Outro fator que amplia o problema é o uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento, utilizados sem acompanhamento adequado. Em alguns casos, essas substâncias são associadas à restrição alimentar, intensificando comportamentos de risco e agravando o quadro clínico de pessoas vulneráveis.
As plataformas digitais afirmam manter políticas contra conteúdos nocivos, mas a circulação desse material ainda é ampla. Especialistas reforçam que a identificação precoce de sinais e a busca por ajuda profissional são fundamentais para evitar consequências mais graves à saúde física e mental.
Acompanhe mais conteúdos como este e fique por dentro dos principais temas que impactam a sua saúde e o seu dia a dia.
Crédito da matéria: g1
Crédito da foto: Reprodução/Redes sociais
REDES SOCIAIS TRANSFORMAM DOENÇAS EM ESTILO PERIGOSO
Fonte: @g1















