A situação dos jovens de 18 a 29 anos no mercado de trabalho melhorou nos últimos anos, mas a diferença de renda em relação aos trabalhadores mais velhos continua significativa, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).
No segundo trimestre de 2026, a renda média mensal do trabalho entre os jovens chegou a R$ 2.593, o segundo maior valor da série histórica. O rendimento, porém, foi 37,8% menor que o registrado entre trabalhadores de 30 a 59 anos, cuja média foi de R$ 4.167.
O estudo aponta que o avanço da escolaridade contribuiu para a melhora da renda. A parcela de jovens com ensino superior completo passou de 11% em 2012 para 16,8% em 2026, enquanto o percentual sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 17,6% para 5,6%.
Mesmo com os avanços, os jovens continuam enfrentando maior dificuldade para conseguir emprego. A taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 29 anos ficou em 9,2% no segundo trimestre, mais que o dobro dos 3,8% registrados entre trabalhadores de 30 a 59 anos.
Outro desafio é a informalidade. No período, 37,4% dos jovens ocupados estavam em trabalhos informais, índice superior ao registrado entre os trabalhadores de 30 a 59 anos, de 34,8%.
Pesquisadores destacam ainda que as mudanças provocadas pela inteligência artificial podem aumentar a necessidade de qualificação, principalmente entre profissionais que estão entrando no mercado de trabalho.
Crédito da matéria: O TEMPO/Folhapress
Crédito da imagem: Pedro Silveira
JOVENS GANHAM 38% MENOS QUE ADULTOS NO BRASIL












