Um assalto a uma residência em Belo Horizonte, que terminou com a morte de um dos envolvidos na madrugada de terça-feira (3), reacendeu o alerta para a violência patrimonial em Minas Gerais. Dados oficiais apontam que o estado registrou 218.676 furtos e roubos ao longo de 2025, o que representa uma média de 599 ocorrências por dia. Especialistas reforçam que, apesar de situações extremas ganharem repercussão, reagir a crimes costuma aumentar o risco de morte ou ferimentos graves às vítimas.
Na capital mineira, foram contabilizados 69.087 registros de furtos e roubos no ano passado — cerca de 189 crimes desse tipo por dia. O caso que ganhou grande repercussão ocorreu após uma invasão domiciliar, em que a vítima reagiu à ação criminosa. Advogados afirmaram que a conduta foi enquadrada como legítima defesa, mas especialistas em segurança pública destacam que esse tipo de reação é exceção e, na maioria dos casos, termina de forma trágica para quem é surpreendido.
A sensação de insegurança também é relatada por moradores de bairros considerados tradicionais. Em um prédio da região Centro-Sul de Belo Horizonte, por exemplo, foram registradas três tentativas de invasão em apenas 12 dias no início deste ano. Moradores relatam aumento de furtos a veículos e invasões a condomínios, inclusive com estratégias de convencimento para acesso a prédios com portaria.
Apesar desse cenário, estatísticas oficiais indicam queda de 8,7% nos registros de furtos e roubos em Minas em 2025, na comparação com o ano anterior. Especialistas atribuem parte dessa redução à mudança no perfil do crime, com migração de atividades para o ambiente digital, além do uso crescente de tecnologias de segurança, como câmeras inteligentes e sistemas integrados de monitoramento, que permitem respostas mais rápidas das forças policiais.
Fonte: O Tempo
Crédito da foto: Arquivo pessoal / Divulgação


















