A gripe, muitas vezes subestimada, pode trazer sérias complicações de saúde, incluindo hospitalizações e mortes. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2024, cerca de 14 mil brasileiros foram internados por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causada pelo vírus da gripe, com 800 óbitos registrados. A principal complicação é o desenvolvimento de pneumonia, frequentemente fatal, sobretudo entre grupos de risco como crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Grupos de Risco
• Crianças pequenas: O sistema imunológico ainda em formação aumenta o risco de hospitalizações, principalmente para menores de dois anos.
• Idosos: A produção de células de defesa diminui com a idade, tornando a gripe mais perigosa para aqueles acima dos 60 anos.
• Doenças crônicas: Indivíduos com condições como asma, diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e DPOC estão mais propensos a complicações.
• Gestantes: Possuem maior risco de pneumonia viral primária, uma condição rara, mas severa.
• Obesidade: O excesso de peso pode afetar a resposta imunológica e dificultar a respiração, aumentando a gravidade da gripe.
Prevenção
A vacinação é a principal estratégia para conter a gripe. No Brasil, a campanha de 2024 expandiu a imunização para todas as pessoas com mais de seis meses de idade, e a vacina é reformulada anualmente para combater as variantes predominantes. Segundo a infectologista Ana Rosa dos Santos, menos de 1% dos vacinados experimentam efeitos colaterais graves, reforçando a segurança e eficácia da imunização.
Dicas de prevenção adicional incluem:
• Manter a higiene das mãos.
• Evitar contato com pessoas doentes.
• Usar máscaras em locais de maior risco de transmissão.
A conscientização sobre os perigos da gripe é essencial para proteger os mais vulneráveis e reduzir a pressão nos sistemas de saúde.


















