A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, trouxe à tona questionamentos sobre a segurança da prática, que não possui regulamentação específica no Brasil.
A jovem participava de um evento realizado na conhecida Ponte do Esqueleto, antiga estrutura ferroviária desativada há cerca de 30 anos. O salto, comercializado por R$ 180, fazia parte de uma atividade que reuniu aproximadamente 100 participantes e, segundo as autoridades, não possuía autorização para acontecer.
Maria Eduarda escolheu a modalidade chamada “aviãozinho”, em que o participante é lançado pelos instrutores em vez de saltar sozinho. Imagens registradas no local mostram a jovem sendo carregada por três funcionários até a plataforma e impulsionada para frente. No entanto, a corda de segurança que deveria estar conectada ao equipamento não estava presa ao corpo da vítima, enquanto a corda principal permaneceu enrolada no chão.
Testemunhas relataram que a jovem caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros. Uma enfermeira que participava do evento e saltaria logo depois afirmou que prestou os primeiros socorros e tentou reanimá-la após encontrar sinais vitais ainda presentes, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.
Outro ponto investigado pela polícia envolve uma câmera utilizada por Maria Eduarda durante a atividade. Segundo relatos, o equipamento desapareceu após o acidente. Um integrante da organização afirmou ter visto um funcionário retirar a câmera quando a jovem já estava caída no solo.
Após o ocorrido, seis pessoas foram detidas. Três instrutores tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. A principal linha de investigação aponta para uma falha grave nos procedimentos de segurança.
A Polícia Civil também apura a atuação do grupo organizador, que, segundo as investigações, não possuía empresa formalizada. A defesa dos suspeitos classificou o caso como uma fatalidade e afirmou que todos são praticantes experientes da modalidade.
Após a tragédia, órgãos públicos discutem medidas para impedir novas atividades na Ponte do Esqueleto. A Prefeitura de Limeira voltou a defender a demolição da estrutura, posição compartilhada pela Prefeitura de Cordeirópolis. A Secretaria de Patrimônio da União informou que estuda a remoção definitiva da ponte e reforço das barreiras de acesso ao local.
Foto: Wesley Almeida/EPTV
Fonte: g1 Piracicaba e Região
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QUEDA FATAL EM SALTO


















