Uma pesquisa do Hospital A. C. Camargo em parceria com o Instituto Nexus revela que muitos brasileiros ainda demoram a procurar atendimento médico mesmo após apresentarem sinais que podem indicar câncer colorretal, como sangue nas fezes e alterações no funcionamento do intestino. A divulgação do levantamento ocorre um ano após a morte da cantora Preta Gil, que enfrentou a doença.
O estudo, realizado com mais de 2 mil pessoas, mostra que, embora oito em cada dez entrevistados reconheçam que esses sintomas podem indicar um problema grave, quase metade não busca atendimento com rapidez. Entre aqueles que perceberam sangramento nas fezes, 59% procuraram assistência médica imediatamente, enquanto os demais optaram por esperar, adiar a consulta ou recorrer a tratamentos caseiros.
A pesquisa também aponta baixo conhecimento sobre a Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), exame recomendado para a detecção precoce da doença. Cerca de dois terços dos entrevistados nunca ouviram falar no procedimento e apenas 11% afirmaram já tê-lo realizado.
Especialistas recomendam que o rastreamento do câncer colorretal comece a partir dos 45 anos, já que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar mais de 53 mil novos casos da doença por ano no triênio de 2026 a 2028, tornando o câncer colorretal o segundo mais incidente no país.
Foto: BHAZ
Fonte: BHAZ
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