Um sapo-cururu que sofreu ataque de um cão recebeu atendimento médico especializado no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), após ser encaminhado pela moradora do bairro Nossa Senhora das Graças. O anfíbio chegou à unidade em 18 de setembro, ainda com sinais de inchaço e alterações neurológicas, e desde então utiliza tratamento com ambiente controlado de umidade e suporte clínico.
Conforme a equipe veterinária, o animal apresentava acúmulo de amônia no organismo, possivelmente causado pela dificuldade de eliminar substâncias químicas fora de água. “Como ele estava fora da água, ele não conseguiu tirar essa amônia do corpo”, explica o veterinário-chefe do hospital. O diagnóstico levou à realização de exames de sangue, análises bioquímicas e de imagem, incluindo raio-X, para acompanhar a evolução do quadro.
A recuperação começou a ganhar fôlego quando o ambiente ao redor do anfíbio foi adaptado para reproduzir condições mais úmidas e adequadas à espécie. Com esse ajuste, o sapo apresentou melhora clínica ao longo dos dias. A história do nome também chama a atenção: Naveen, como foi batizado pela equipe, faz referência ao príncipe do filme A Princesa e o Sapo, da Disney, ainda que a semelhança acabe no apelido.
A expectativa é de alta na próxima semana, com nova avaliação de raio-X e coletas de sangue já planejadas. A equipe médica pretende devolver o sapo à natureza em uma área próxima a um corpo d’água, quando houver condições ideais para a reinserção.
A situação do sapo-cururu ganha relevância ao destacar o papel dos anfíbios no equilíbrio ambiental. Além de predadores de insetos, esses animais ajudam a controlar mosquitos transmissores de dengue e chikungunya, reforçando a importância de não capturar nem manipular sapos encontrados em áreas urbanas. Em caso de encontro, a orientação é afastar animais domésticos e acionar serviços especializados.
ATENÇÃO: não toque em sapos encontrados em residências ou vias públicas. Caso haja contato acidental, lave bem as mãos com água e sabão e evite levar objetos às mucosas.
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Texto: via g1
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