O sargento da Polícia Militar José Sérgio de Oliveira foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica pela morte da conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, em Jacuí, no Sul de Minas.
O militar confessou o crime e está preso preventivamente desde agosto. Ele alega ter agido em legítima defesa, mas a investigação identificou seis disparos na cabeça da vítima, conforme o laudo pericial.
Maryna, uma mulher trans, mantinha um relacionamento escondido com o sargento. Ela desapareceu em 21 de agosto. Quatro dias depois, o policial procurou uma delegacia acompanhado de advogados, confessou o assassinato e indicou o local onde havia enterrado o corpo, em uma área rural.
Segundo a versão apresentada pelo militar, ele teria procurado Maryna para conversar após uma suposta ameaça de revelar o relacionamento. Durante o encontro, ela teria tentado atacá-lo com uma faca, e ele afirmou ter disparado contra a vítima.
O delegado responsável pelo caso questionou a alegação de legítima defesa, destacando que o número de disparos e a ausência de lesões no policial levantavam dúvidas sobre a versão apresentada.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público. A Prefeitura de Jacuí publicou uma nota de pesar após a confirmação da morte da conselheira tutelar.
SARGENTO É INDICIADO POR FEMINICÍDIO DE MULHER TRANS EM MG
Fonte: O TEMPO
Texto: Sílvia Pires
Foto: Reprodução/Redes sociais














