A escola tem um papel muito importante na vida das crianças na primeira infância. Segundo especialistas, esta etapa – que vai do zero aos seis anos – é conhecida como um período determinante para o desenvolvimento infantil e, fundamental, na formação do caráter e da índole das pessoas. É nesse momento também que os pequenos conhecem o meio físico e social, sendo uma fase decisiva a construção de vínculos afetivos que acompanharam as crianças até a fase adulta. Portanto, se torna papel das escolas promoverem o acolhimento e ficar, principalmente, ligadas às necessidades das crianças promovendo o diálogo e o respeito.
Para o professor de Pedagogia da Anhanguera, Cezar Vieira Fernandes, a afetividade é um aspecto crucial no desenvolvimento das crianças, pois as trocas na primeira infância, seja com familiares, colegas e até com professores são as primeiras relações da criança. Portanto, a maneira como essas relações são cultivadas as ensinam a interagir, se comunicar e a desenvolver empatia. “O afeto está diretamente relacionado ao acolhimento e ao respeito, elementos essenciais para a formação de pessoas críticas e autônomas”, explica.
Por esse motivo o cuidado é uma qualidade que deve ser fazer presente em todas as ações nas escolas. Segundo Cezar, existem muitas ações que corroboram para a realização desse processo, que vão desde ouvir as crianças, valorizar suas ideias e opiniões, como também criar um ambiente de confiança e seguro. Promover a cooperação e o respeito entre os pequenos seja por meio de jogos, brincadeiras e atividades lúdicas também são práticas importantes para o desenvolvimento do afeto na sala de aula.
“Com essas atividades, a criança é estimulada a colocar em prática a curiosidade, a criatividade e a imaginação, ações que contribuem para sua coordenação motora e física. O professor tem um papel essencial nesse processo, pois é ele quem conduz a prática pedagógica e deve ensinar as crianças a desenvolver seu potencial e expressar suas emoções e sentimentos. Além disso, é importante que a escola promova uma rotina regular de diálogo com as famílias de cada criança, pois isso contribuíra para a um desenvolvimento mútuo”, completa.

















