A Justiça determinou que uma servidora da Polícia Civil de Minas Gerais investigada por envolvimento no desvio de mais de 200 armas apreendidas passe a utilizar tornozeleira eletrônica. A decisão foi tomada após autoridades identificarem a compra de uma passagem para os Estados Unidos com embarque marcado poucos dias antes de uma audiência do processo, o que foi interpretado como possível risco de fuga.
Além do monitoramento eletrônico, a decisão judicial também proibiu a investigada de deixar o país e determinou a retenção do passaporte. O pedido foi apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais após a descoberta da viagem programada. A defesa informou que o deslocamento teria sido cancelado.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, a servidora ainda não havia comparecido ao local indicado para a instalação da tornozeleira eletrônica. A audiência de instrução e julgamento do caso está marcada para o dia 24 de março de 2026. Caso as medidas determinadas pela Justiça sejam descumpridas, poderá haver decretação de prisão.
As investigações apontam que o desvio das armas teria causado prejuízo estimado em mais de R$ 1,7 milhão aos cofres públicos. Parte do armamento já foi recuperada em diferentes regiões do estado e, segundo apuração, estaria relacionada a crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma e lesão corporal.
O inquérito também apura a participação de outras pessoas que não fazem parte do serviço público e que seriam responsáveis por ajudar na circulação e no destino das armas desviadas.
Fonte: g1 Minas / TV Globo
Crédito da imagem: Reprodução / TV Globo
















