Neste domingo (25), completam-se sete anos do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, tragédia que matou 270 pessoas — número que chega a 272 ao considerar vítimas grávidas. O marco é lembrado com dor, cobranças por responsabilização criminal e críticas à lentidão das ações de reparação nos municípios atingidos.
Familiares das vítimas afirmam que o tempo não amenizou o sofrimento. A Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem (Avabrum) destaca que, passados sete anos, ninguém foi preso, o que aprofunda a sensação de injustiça. Processos seguem em curso e audiências de instrução devem avançar ao longo de 2026, mas ainda sem previsão de desfecho.
A desigualdade de forças no embate judicial também é citada por representantes da Avabrum, que apontam o poder econômico da Vale e campanhas institucionais como obstáculos à responsabilização efetiva. Apesar disso, familiares reforçam que não desistirão.
No campo da reconstrução, o prefeito de Brumadinho afirma que a cidade não pode ser reduzida à tragédia, mas reconhece que obras seguem em ritmo lento, muitas ainda em fase de projeto. Além das intervenções físicas, ele chama atenção para impactos sociais não precificados, como aumento do custo de vida e adoecimento mental da população.
Em Mário Campos, uma das cidades mais afetadas, a prefeitura informa que nenhuma obra de reparação foi executada até agora. A gestão cobra mais celeridade da Justiça e defende mudanças no modelo de reparação para destravar investimentos.
Em nota e declarações públicas, a Vale afirma atuar desde 2019 para mitigar impactos econômicos e sociais, citando ações de desenvolvimento, turismo e saúde nos municípios atingidos. Ainda assim, para vítimas e gestores locais, justiça e reparação seguem incompletas.
Crédito da matéria: Bruno Favarini
Fonte: Rádio Itatiaia

















