Sete Lagoas proíbe Carnaval e retoma obrigatoriedade de uso de máscara em locais abertos

A mudança do cenário epidemiológico em Sete Lagoas provocou importantes decisões do Comitê Local de Enfrentamento da Covid em reunião realizada nesta segunda-feira, 17 de janeiro. As novas regras buscam evitar a disseminação do coronavírus e também a diminuir os casos de infecção gripal na cidade. Para isso, fica suspensa a emissão de alvarás para qualquer evento carnavalesco em locais abertos ou fechados e ainda volta a ser obrigatório o uso de máscaras em locais abertos. 

O comitê é formado pelo prefeito Duílio de Castro e representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Procuradoria Geral do Município, de hospitais particulares, da Guarda Municipal, da Polícia Civil e da Polícia Militar. A reunião desta segunda-feira foi convocada principalmente pelo aumento de casos positivos de Covid e de pessoas com sintomas respiratórios relacionados à gripe nas últimas semanas. 

Apesar do baixo índice de hospitalização nas unidades de saúde públicas e privadas, a decisão do comitê tem caráter preventivo e segue a tendência de municípios não só de Minas Gerais, mas de todo o Brasil. “Apesar do efeito altamente positivo da vacinação em massa realizada pela Prefeitura, temos que ser prudentes. Este aumento de casos pode ser reflexo do relaxamento natural das pessoas e até das festas de fim de ano. Temos que evitar uma situação mais grave”, avaliou o prefeito Duílio de Castro. 

As novas regras foram oficializadas pelo Decreto nº 6723 publicado no Diário Oficial desta terça-feira, 18, no endereço eletrônico www.setelagoas.mg.gov.br/diario-eletronico. “O Carnaval é uma festa diferente, onde existe aglomeração em vários pontos da cidade. Além disso, Sete Lagoas poderia atrair foliões que viriam de outros municípios onde essa comemoração já foi cancelada”, explica Dr. Flávio Pimenta, secretário municipal de Saúde.

A restrição no Carnaval vale para qualquer tipo de evento em locais abertos ou fechados. A decisão ocorre 45 dias antes da festa para evitar, por exemplo, que promotores de eventos, blocos, casas de festas e clubes perdessem investimentos com os preparativos de eventuais festas. Já a utilização de máscara em locais abertos volta a ser obrigatória depois de quase dois meses de flexibilização.

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