O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um pedido de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido foi feito pela vereadora Liana Cristina (PT), do Recife, em uma notícia-crime que o acusa de obstrução de Justiça, incitação contra instituições democráticas e coação no curso do processo.
A ação argumenta que Bolsonaro estaria cometendo esses crimes ao convocar manifestações em defesa da anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Os denunciantes também pedem que o ex-presidente seja impedido de convocar novos atos. Moraes deu um prazo de cinco dias para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se pronuncie, mas até o momento ele não apresentou parecer.
Nesta quarta-feira (2), Bolsonaro criticou a decisão em entrevista a uma rádio aliada, alegando que a medida violaria a liberdade de manifestação. Nos bastidores, ministros do STF e a PGR afirmam que uma prisão preventiva do ex-presidente não está no radar e que o processo seguirá o rito normal.
Aliados de Bolsonaro reagiram com indignação. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o pedido de prisão como uma tentativa de silenciar manifestações e reforçou a convocação para um ato na Avenida Paulista no dia 6 de abril. Já Eduardo Bolsonaro, dos Estados Unidos, atacou Moraes e questionou a imparcialidade do STF.
A decisão da PGR sobre o caso deve ser divulgada nos próximos dias.
Foto: Antonio Augusto/TSE
Fonte: Metrópoles