Suicídio entre idosos acende alerta para saúde mental no Brasil

Por Dentro De Tudo:

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O suicídio entre pessoas idosas é um problema de saúde pública que exige atenção para fatores como isolamento social, doenças crônicas, perdas familiares, dificuldades financeiras e redução da autonomia.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre os homens, a taxa de suicídio aumenta progressivamente com a idade e chega a 18,1 mortes por 100 mil habitantes entre aqueles com mais de 70 anos. O dado faz parte de levantamento nacional sobre suicídios registrados entre 2010 e 2021. 

A saúde mental também merece atenção nessa fase da vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5,9% das pessoas com 70 anos ou mais vivem com depressão. A doença pode se manifestar não apenas por tristeza, mas também por perda de interesse, isolamento, alterações no sono e no apetite e mudanças no comportamento. 

Entre os fatores que podem aumentar a vulnerabilidade estão o luto, a solidão, doenças crônicas, dor persistente, perda de autonomia, dificuldades financeiras, conflitos familiares, violência e negligência. A OMS destaca que o isolamento social e a solidão são importantes fatores de risco para problemas de saúde mental na velhice. 

O Ministério da Saúde orienta que mudanças significativas de comportamento sejam observadas por familiares e pessoas próximas. Em situações de sofrimento, é importante buscar atendimento profissional e fortalecer a rede de apoio. O SUS oferece atendimento por meio das Unidades Básicas de Saúde e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). 

Em uma situação de risco imediato, a recomendação é não deixar a pessoa sozinha e procurar atendimento de emergência. O SAMU pode ser acionado pelo 192, enquanto o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia

Falar sobre saúde mental na velhice é também falar sobre cuidado, convivência e dignidade. Identificar sinais de sofrimento e buscar ajuda profissional pode ser fundamental para interromper uma crise e ampliar as possibilidades de tratamento e recuperação.

Foto: Créditos não informados no material fornecido
Fonte: BHAZ

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