Superfungo: Estado brasileiro investiga caso suspeito de Candida auris em paciente

Por Dentro De Tudo:

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A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte confirmou que investiga um caso suspeito do fungo Candida auris, conhecido como “superfungo”, em um paciente de 58 anos internado no Hospital da Polícia Militar em Natal. O homem foi isolado. O fungo gera preocupação entre as autoridades de saúde por ser resistente aos antifúngicos usados no tratamento e tende a se instalar principalmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido no ambiente hospitalar.

Segundo a Secretaria de Saúde do RN, a possível presença do fungo no paciente foi alertada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) na última terça-feira, dia 20. A confirmação oficial depende de um teste sobre o genótipo do fungo, que será realizado por um laboratório em São Paulo. A pasta não divulgou prazo para divulgação do resultado. Além da Secretaria de Saúde, o Hospital da Polícia Militar informou que notificou o Ministério da Saúde sobre o caso.

Especialistas explicam o alcance e os riscos do Candida auris. De acordo com o médico infectologista Eduardo Teodoro, que atua no Hospital da Polícia Militar, o paciente não apresenta infecção causada pelo fungo, mas sim colonização. “A infecção acontece quando o micro-organismo está causando doença no paciente. Já a colonização ocorre quando o fungo está presente na pele ou em algum local do corpo, mas sem provocar doença”, explicou. “Quando há infecção, fazemos o tratamento antifúngico. Quando é colonização, a principal medida é a prevenção, para evitar a disseminação dentro do ambiente hospitalar. É exatamente o que está sendo feito”, afirmou.

De acordo com o médico, o paciente deu entrada na unidade no dia 16 de janeiro com quadro de insuficiência cardíaca. Durante a internação, foram coletadas amostras de rotina. No dia 20 de janeiro, por volta das 13h, o laboratório anunciou a suspeita. A infecção pelo Candida auris é resistente a medicamentos e pode ser fatal. Mesmo antes da confirmação, o hospital informou que adotou imediatamente todas as medidas de vigilância e prevenção recomendadas pela Anvisa, como isolamento de contato do paciente, reforço das orientações de higiene e comunicação à equipe de saúde.

Segundo o médico, o paciente apresenta evolução clínica favorável. “Ele está em curva de melhora. Vai permanecer internado por mais alguns dias para tratamento clínico, antibióticos e realização de exames laboratoriais e de imagem”, disse.

Fungo raro e resistente. A Candida auris é considerada um fungo emergente e raro no Brasil, com registros em poucos estados. Caso a suspeita seja confirmada, este será o primeiro registro no Rio Grande do Norte. A infecção pode ser fatal. Apesar da suspeita, o secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, afirmou que a população deve ficar tranquila. “A preocupação em relação a esse fungo é que ele tem uma capacidade biológica de produzir uma coisa chamada biofilme, que é como se fosse uma película que faz com que os antifúngicos não consigam penetrar nele. E ele fica naquele ambiente contaminante. Até os antifúngicos excepcionais têm pouquíssimo efeito”, explicou o secretário. Por outro lado, ele afirmou que o superfungo tem baixa capacidade de infecção. Segundo o secretário, os profissionais que participam do tratamento do paciente estão usando equipamentos de proteção que são descartados após o uso para evitar contaminação de outras pessoas.

Crédito da foto: Stephany Souza/Inter TV Cabugi
Fonte: g1 RN

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