Um surto de Chikungunya já provocou mortes e interrompeu aulas na maior reserva indígena urbana do país, localizada em Dourados. A crise também levou à criação de um atendimento improvisado dentro de uma escola para dar suporte aos moradores.
Até o momento, cinco indígenas morreram, entre eles dois bebês e três idosos. A doença avança principalmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde há maior concentração de casos.
Dados oficiais apontam mais de mil notificações e centenas de casos confirmados, com alta circulação do vírus. O cenário tem pressionado o sistema de saúde, que já opera próximo do limite de capacidade.
Com o avanço da doença, escolas precisaram suspender as aulas após alunos, professores e funcionários apresentarem sintomas. Em algumas unidades, cerca de 30% dos estudantes foram afetados.
Equipes de saúde passaram a atuar de forma emergencial com visitas domiciliares, atendimento direto nas comunidades e ações para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença.
Especialistas apontam que fatores como armazenamento de água e falhas na limpeza urbana contribuem para a proliferação do mosquito. A situação é considerada crítica e já ultrapassa o nível de alerta epidemiológico.
Diante da gravidade, o Ministério da Saúde deve enviar doses de vacina para um projeto piloto na região, enquanto as ações de controle seguem sendo intensificadas.
Crédito da matéria: O Tempo
Crédito da foto: Pixabay
Fonte: @otempooficial
SURTO MATA E FECHA ESCOLAS INDÍGENAS

















