Um relatório global divulgado pelo UNICEF revela a dimensão do abuso sexual infantil facilitado pela tecnologia. Segundo o levantamento, cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes em 21 países passaram por algum tipo de exploração ou abuso sexual no último ano.
A pesquisa ouviu mais de 21 mil crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos e mostra que redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais estão entre os principais ambientes utilizados para manipulação, coerção e compartilhamento de imagens sem consentimento.
Em média, 60% dos casos ocorreram em plataformas digitais, enquanto os jogos online apareceram em cerca de 14% dos relatos.
Outro dado chama atenção: 57% dos casos envolveram alguém próximo da vítima, como familiares, conhecidos ou pessoas com quem havia algum tipo de relacionamento. Ao mesmo tempo, 38% das vítimas relataram ter conhecido o agressor pela primeira vez pela internet.
No Brasil, 19% dos entrevistados afirmaram ter vivenciado algum tipo de violência sexual facilitada pela tecnologia. A internet apareceu em 55,5% dos casos, enquanto a escola foi mencionada em 24,5%.
Aplicativos de mensagens e redes sociais foram apontados como os principais canais, citados em 66,5% dos relatos. Instagram apareceu em 57,2% e WhatsApp em 52,1%. Os jogos online representaram 12,3%.
O relatório alerta ainda que os números podem estar subestimados, já que muitas vítimas não denunciam por medo, vergonha ou por não saberem onde buscar ajuda.
Os dados reforçam a necessidade de ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, com educação para o uso seguro da internet, orientação às famílias e medidas mais eficazes das plataformas contra exploração e violência sexual.
Crédito da matéria: @DefatoOnline
Crédito da foto: @AgenciaBrasil
Fonte: @UNICEF
20 MILHÕES DE CRIANÇAS EM RISCO















