A juíza da Corregedoria-Geral de Justiça, Andréa Cristina de Miranda Costa, representou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais durante a apresentação à imprensa dos dois suspeitos presos pela Polícia Civil. A magistrada destacou que, ao tomar conhecimento das tentativas de invasão nos sistemas judiciais, o TJMG acionou seu Gabinete de Segurança Institucional e a Polícia Civil para iniciar as investigações acerca dos crimes e interromper os acessos fraudulentos.
A juíza enfatizou a importância de garantir à população que todos os integrantes do Poder Judiciário estão atentos a essas tentativas de infrações. Ela afirmou que não se tolerará esse tipo de conduta em Minas Gerais, o que fica demonstrado pelo sucesso da operação conjunta entre o Gabinete de Segurança Institucional, a Corregedoria-Geral de Justiça e a Polícia Civil.
A ação também recebeu apoio da Divisão de Segurança da Informação (Disi), órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil de Minas Gerais.
Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam de forma indevida credenciais vinculadas a magistrados e servidores do TJMG para acessar plataformas sensíveis do Poder Judiciário. Entre os sistemas acessados de maneira irregular estão o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), o Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud) e o Registro Nacional de Veículos Automotores Judicial (Renajud), que são ferramentas estratégicas para a execução de decisões judiciais em todo o país.
A ação deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, resultou na detenção de dois membros da quadrilha, incluindo um de seus líderes. Os delegados que participaram da coletiva de imprensa foram Leandro Matos, Bráulio Vinícius Drummond e Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira.
A primeira fase da operação “Veredicto Sombrio” foi deflagrada em 10 de dezembro de 2025, nas cidades de Belo Horizonte, Sete Lagoas e Jacutinga. Por meio de um trabalho de inteligência do TJMG, com apoio do CNJ e da Polícia Civil, nove pessoas suspeitas de envolvimento no mesmo crime foram presas. O grupo criminoso também atuava em outras frentes, como golpes de falsos advogados e fraudes que geraram significativos prejuízos financeiros a empresas e bancos. Como parte da ação, foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões, incluindo cerca de US$ 180 mil em criptoativos.
Conteúdo: Dircom/TJMG
Fonte: DeFato Online















