Tradicional colégio católico fecha as portas em Sete Lagoas

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Pais de alunos do Colégio Santa Maria Minas Sete Lagoas, na região metropolitana de Belo Horizonte, protestam contra o fechamento da instituição, comunicado aos responsáveis pelos estudantes na última quarta-feira (28), por e-mail. O grupo fará uma manifestação neste sábado (1) em defesa da escola e pede mais clareza em relação aos motivos que levaram ao encerramento das atividades, que deverá ocorrer no dia 31 de dezembro deste ano.

No e-mail enviado para os pais de alunos e disponibilizado à reportagem, a instituição afirma que a Sociedade Mineira de Cultura, mantenedora da escola, “tentou de todas as formas garantir a permanência do colégio”. No entanto, completa, vem “enfrentando, infelizmente, grandes dificuldades em termos da viabilização financeira desta unidade, somada a aspectos administrativos-operacionais que acabaram se tornando intransponíveis”.

A notícia atingiu em cheio os pais de alunos, os estudantes e funcionários da escola. Segundo a auxiliar administrativo Fernanda Sousa, de 32 anos, mãe de João Vitor, de 14, um grupo no WhatsApp já conta com mais de 120 membros mobilizados em torno da situação do colégio. Fernanda conta que o filho, um aluno aplicado, conseguiu uma bolsa de estudos por mérito na instituição – ela, agora, teme pelo futuro estudantil do adolescente.

“Foi um susto quando recebi a notícia. Meu filho tem prazer em acordar às 6h da manhã para ir à escola. Ele ganhou uma bolsa escolar há quatro anos, por mérito dele. Para onde ele vai agora? Não é fácil conseguir uma bolsa em uma escola tão boa. Estamos nos manifestando para tentar reverter a situação”, diz ela, que elogia bastante a instituição de ensino.

A gestora comercial Claudia Silveira, de 36 anos, tem uma filha de 8 anos, Yasmin, que também estuda no colégio. Além disso, o filho mais novo havia passado, recentemente, por um processo seletivo para entrar na instituição. Ela ressalta a forma abrupta como o fechamento foi comunicado.

“Eles têm o direito de fechar, mas foi uma comunicação muito repentina. Como você fecha uma escola em dezembro se, pouco tempo antes, houve um processo seletivo? A escola é muito boa, todos nos acolhem muito bem. Se eu vi na minha vida amor e doação foi ali. E o primeiro comunicado que recebemos foi por e-mail”, diz ela.

A reportagem entrou em contato com a Sociedade Mineira de Cultura solicitando um posicionamento, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais também foi procurado. O espaço segue aberto para retorno.

Fonte: O Tempo.

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