Um bebê de 17 dias nos Estados Unidos foi salvo graças ao primeiro transplante parcial de coração bem-sucedido, realizado pelo Dr. Joseph Turek, da Universidade Duke. O procedimento experimental utiliza válvulas, artérias e tecidos de um órgão doador para reconstruir partes do coração do paciente, permitindo que cresçam junto com ele.
Owen Monroe nasceu com truncus arteriosus, um defeito cardíaco grave que normalmente apresenta alta mortalidade nos primeiros meses de vida. A cirurgia, realizada em abril de 2022, durou oito horas e foi pioneira no uso de tecidos vivos capazes de crescer com a criança, reduzindo a necessidade de múltiplas cirurgias ao longo da vida.
Estudos iniciais com 19 pacientes indicam que as válvulas transplantadas permanecem saudáveis e podem se adaptar ao crescimento, embora ainda não haja dados de longo prazo sobre durabilidade. O procedimento também permite reduzir o uso de medicação imunossupressora, diminuindo riscos de infecção e danos a órgãos.
Além de beneficiar bebês, a técnica pode ser aplicada em adultos, oferecendo válvulas que duram mais e se autorreparam, em contraste com próteses mecânicas ou biológicas tradicionais. A abordagem ainda é experimental e restrita a poucos hospitais nos EUA, mas representa um avanço promissor na cirurgia cardíaca pediátrica e no aproveitamento de órgãos doados.
Owen, hoje com 3 anos e meio, cresce saudável, mostrando o potencial revolucionário dessa técnica para salvar vidas.
Fonte: g1 — “Transplante parcial de coração salva bebê de 17 dias nos EUA e pode revolucionar cirurgias cardíacas” (28/08/2025)
Crédito da foto: Arquivo da família