Tristeza: Pandemia multiplica a população de rua em BH

Por Dentro De Tudo:

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As madrugadas estão mais frias, a pandemia cresce sem dar sinal de alívio, a oferta de serviço, principalmente de “bicos”, escasseia e as vias públicas da capital, aos olhos de quem trabalha diretamente com a população em situação de rua, ganham novos moradores a cada dia. “É visível o aumento quando comparamos o período anterior à pandemia e o de agora. Aqui, dobrou. Recebíamos 400 pessoas e agora são 800 por dia”, afirma a coordenadora da Pastoral de Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte, assistente social Claudenice Rodrigues Lopes, do Canto da Rua Emergencial, projeto aberto desde junho na Serraria Souza Pinto, na Praça da Estação, Centro de BH.

No local,  há atendimento social, avaliação básica de saúde, lavanderia, café da manhã e outros benefícios oferecidos a homens e mulheres com investimentos, a partir de setembro, da Prefeitura de Belo Horizonte, via Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, e gestão das pastorais de Rua de BH e Nacional do Povo da Rua.

Conforme o último censo municipal (2013), havia 4,6 mil pessoas em situação de rua na capital, sendo a maior parte masculina (89%). Mas basta um giro pelas ruas e avenidas, áreas sob viadutos e praças para ver o tamanho dessa chaga social e como ela ganha corpo noite e dia, incluindo várias gerações dormindo sob caixas de papelão, em barracas de plástico ou enroladas em cobertores puídos.

“Ninguém está na rua porque quer. Trata-se de uma situação complexa, que demanda uma estrutura para que a população tenha direito a moradia digna”, afirma a coordenadora da Pastoral de Rua da Arquidiocese de  BH, Claudenice Rodrigues Lopes. Nas ruas da cidade se encontram, conforme a PBH, 43% de pessoas da capital, 36% do interior mineiro e 21% de outros estados.

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