Tsunami: 20 anos da tragédia que deixou mais de 220 mil mortos na Ásia

Por Dentro De Tudo:

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Há exatos 20 anos, no dia 26 de dezembro de 2004, um terremoto de magnitude 9,1 no fundo do Oceano Índico, próximo à ilha de Sumatra, na Indonésia, gerou um dos tsunamis mais devastadores da história. Ondas gigantescas atingiram 14 países no Sudeste Asiático, deixando mais de 220 mil mortos e milhares de desaparecidos.

Para marcar a data, cerimônias religiosas e vigílias são realizadas nas praias que foram destruídas pelo desastre, como na Tailândia, onde mais de 5 mil pessoas morreram, sendo muitas delas turistas. Além disso, avanços em tecnologia e prevenção foram implementados nas duas décadas desde a tragédia, com destaque para sistemas de alerta precoce.

Prevenção e avanços tecnológicos

Após o tsunami de 2004, foi criado um sistema global de monitoramento de tsunamis, conhecido como DART (Deep-Ocean Assessment and Reporting of Tsunami), que conta hoje com 74 boias de detecção ao redor do mundo. Esses equipamentos monitoram sinais sísmicos e mudanças no nível do mar, permitindo alertar populações em risco.

Apesar das melhorias, especialistas como Bernado Aliaga, da UNESCO, alertam que a ocorrência de um tsunami de magnitude semelhante é inevitável. “Pode acontecer amanhã, daqui a 50 anos ou daqui a 100 anos”, declarou ele durante um evento pelo 20º aniversário do desastre.

O impacto da informação

Em 2004, a falta de sistemas de alerta e comunicação dificultou a resposta ao desastre. Hoje, redes sociais e avanços na comunicação permitem monitorar e antecipar desastres em tempo real, como demonstrado em eventos recentes, como terremotos na Turquia e enchentes na Espanha.

Por outro lado, o uso dessas plataformas também traz riscos. A disseminação de informações falsas durante desastres pode prejudicar os esforços de resgate e aumentar o pânico entre a população.

Memória e resiliência

As lembranças do tsunami de 2004 permanecem vivas, tanto para os sobreviventes quanto para as comunidades que sofreram perdas devastadoras. Além de homenagens às vítimas, a tragédia trouxe lições importantes para o fortalecimento da resiliência e a prevenção de novos desastres naturais.

Com informações da UNESCO e relatos de sobreviventes.

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