UFMG desenvolve teste rápido que identifica variantes do coronavírus

Por Dentro De Tudo:

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Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um teste rápido que identifica variantes do coronavírus em uma mesma amostra. Antes, era possível apenas detectar a presença de mutações. Agora, a iniciativa é capaz de monitorar quatro cepas diferentes. São elas a P1 (Manaus), P2 (Rio de Janeiro), a britânica e a sul-africana.

Ele custa o equivalente a 10% do método padrão de sequenciamento genético e fica pronto em apenas um dia. O sequenciamento convencional pode durar semanas.

O objetivo é saber o quão difundidas estão as novas linhagens e acompanhar a evolução da pandemia no Brasil.

“Quando sai o diagnóstico que confirma a presença do coronavírus, nós pegamos esta ‘sobra’ -não é preciso uma nova coleta – e fazemos a análise a partir daí”, disse o professor Renan Pedra, um dos coordenadores da pesquisa.

A tecnologia está pronta para ser aplicada, mas ainda faltam insumos para a realização dos testes em maior escala. Este material vem do exterior e há uma alta demanda por ele no momento, segundo o professor.

A ideia é que mil amostras recolhidas nas 28 unidades regionais de saúde espalhadas por Minas Gerais sejam testadas em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde, através da Fundação Ezequiel Dias.

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