Uso do FGTS para pagar dívidas gera reação e preocupa setor da construção

Por Dentro De Tudo:

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A proposta em discussão no governo federal que prevê o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas de trabalhadores tem provocado forte reação de entidades do setor produtivo, especialmente da construção civil e do mercado imobiliário.

Representantes dessas áreas avaliam que, embora a medida possa aliviar o endividamento no curto prazo, ela compromete recursos essenciais para o financiamento da casa própria e investimentos em infraestrutura. O fundo é considerado uma das principais ferramentas de acesso à moradia no país e também funciona como uma reserva financeira para o trabalhador em caso de demissão.

Especialistas apontam que retirar recursos do FGTS pode reduzir a oferta de crédito imobiliário, impactando diretamente a construção de novas moradias. A preocupação é ainda maior diante do déficit habitacional no Brasil, estimado em milhões de unidades.

Entidades do setor também destacam que a proposta não enfrenta a raiz do problema do endividamento, que estaria ligado a fatores estruturais como juros elevados e desorganização financeira das famílias. Para analistas, a liberação do FGTS pode reduzir temporariamente a inadimplência, mas não resolve o desequilíbrio entre renda e despesas.

Do lado dos trabalhadores, há cautela. Representantes sindicais reconhecem a gravidade do endividamento, mas defendem uma análise cuidadosa dos impactos da medida sobre a sustentabilidade do fundo, que já possui recursos comprometidos com outras modalidades de saque e crédito.

Criado na década de 1960, o FGTS recebe depósitos mensais feitos pelos empregadores e só pode ser acessado em situações específicas, como demissão sem justa causa, aposentadoria ou doenças graves.

Crédito da matéria: Folhapress

Crédito da foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fonte: O Tempo

FGTS PARA DÍVIDAS GERA REAÇÃO E ALERTA

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