Valores a receber: ainda há R$ 10,5 bilhões esquecidos nos bancos; veja como consultar e sacar valores

Por Dentro De Tudo:

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O Banco Central informou nesta terça-feira, 10 de março, que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,49 bilhões em “recursos esquecidos” pelos clientes. O balanço considera valores contabilizados até janeiro deste ano. Deste total, R$ 8,1 bilhões correspondem a recursos de 49,52 milhões de pessoas físicas e R$ 2,38 bilhões a valores de 5,09 milhões de empresas. Até o momento, o Banco Central informou que já foram devolvidos R$ 13,75 bilhões em recursos que estavam esquecidos nas instituições financeiras.

O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições. O prazo oficial para buscar os recursos, em tese, terminaria em 16 de outubro de 2024. Entretanto, o Ministério da Fazenda esclareceu que não há prazo para clientes resgatarem os valores nas instituições financeiras.

Como consultar o dinheiro esquecido
O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o valoresareceber.bcb.gov.br. Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para quem fornecer uma chave PIX para a devolução. Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação. No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los, também sendo necessário preencher um termo de responsabilidade. Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos.

Pedido automático
Desde maio do ano passado, o BC informou que é possível habilitar uma solicitação automática de resgate de valores a receber. A novidade é que a adesão ao novo serviço é facultativa. Quem quiser pode automatizar as solicitações, mantendo as demais funcionalidades do sistema. O propósito, segundo o Banco Central, é facilitar a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor existente em seu nome.

Para habilitar, é necessário acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas ativadas. A solicitação automática é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem possui chave PIX do tipo CPF. Quem ainda não possui essa chave deve cadastrá-la junto à instituição financeira. O cidadão não receberá aviso do Banco Central quando algum valor for devolvido; o crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta do cidadão. As instituições que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuarão exigindo a solicitação manual, incluindo valores oriundos de contas conjuntas.

Atenção: o governo não entra em contato solicitando dados pessoais ou informações extras para a devolução dos recursos por mensagem ou ligação telefônica. Fique atento e proteja-se de golpes.

Ferramenta de segurança
Em fevereiro, o Banco Central alterou a verificação de segurança do Sistema Valores a Receber para evitar fraudes. O acesso continua a ser feito com a conta gov.br, nível prata ou ouro, mas o aplicativo passou a exigir duas etapas de verificação de segurança. Quem não tem o gov.br no celular precisa baixar o aplicativo, preencher as informações e realizar a validação facial para liberar as duas etapas. O acesso ao sistema de valores é com o CPF e a senha; em seguida, o sistema pede um código de acesso que precisa ser gerado no aplicativo.

Crédito da foto
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Fonte
Valor recebido: reportagem publicada originalmente pelo G1, disponível em g1.globo.com. Crédito da foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.

Observação: a data de publicação original deste material e detalhes de interface podem variar conforme atualização. Para consultar valores atualizados, acesse o portal oficial do Banco Central em valoresareceber.bcb.gov.br.

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