A higienização adequada dos alimentos é essencial para garantir a segurança alimentar e prevenir doenças transmitidas por alimentos contaminados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 250 tipos de doenças podem ser causados por alimentos contaminados, que variam de desconfortos gastrointestinais leves a quadros graves que exigem internação.
A segurança dos alimentos envolve uma cadeia de cuidados que começa desde o cultivo até o consumo final. A contaminação pode ocorrer em diversos pontos dessa cadeia, como transporte, armazenamento, manipulação e preparo dos alimentos. Entre os principais agentes de contaminação estão a Salmonella, Escherichia coli, Listeria monocytogenes, Norovírus e Toxoplasma gondii, que são comumente encontrados em carnes cruas ou mal-cozidas, ovos, leite não pasteurizado, frutas e verduras mal higienizadas e alimentos contaminados por contato cruzado.
A especialista em segurança alimentar, Paula Eloize, ressalta que, além das práticas de limpeza e controle de temperatura, a capacitação das equipes e a educação alimentar em casa são cruciais para evitar esses riscos. Dentre as recomendações estão: lavar bem frutas, verduras e legumes, higienizar utensílios e superfícies frequentemente, principalmente após o contato com alimentos crus, e garantir que carnes, ovos e peixes sejam bem cozidos.
Em relação ao armazenamento, é importante manter alimentos perecíveis a temperaturas abaixo de 5°C e observar os prazos de validade, além de verificar qualquer alteração no cheiro, textura ou cor dos produtos. Além disso, para evitar a proliferação de bactérias, é recomendado descongelar alimentos na geladeira, e não à temperatura ambiente.
Esses cuidados simples podem fazer uma grande diferença na prevenção de doenças, considerando que, anualmente, cerca de 420 mil pessoas morrem no mundo devido a infecções alimentares.
Fonte: O TEMPO
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