Os casos de maus-tratos contra animais aumentaram de forma alarmante no Brasil nos últimos quatro anos. Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam um salto de 1.400% desde 2021, com 4.919 registros apenas em 2025 — média de 13 ocorrências por dia e alta de 21% em relação ao ano anterior.
As ocorrências envolvem atos de extrema brutalidade, como espancamentos, enforcamentos e disparos de arma de fogo, e se espalham por diferentes estados. Cães comunitários estão entre as principais vítimas, frequentemente alvo de agressões, envenenamentos e destruição de abrigos improvisados, segundo relatos de protetores.
Especialistas apontam que, apesar de avanços pontuais, a legislação não acompanha a escalada da violência. A lei prevê penas que variam de detenção e multa a reclusão em casos envolvendo cães e gatos, mas, na prática, a maioria dos agressores não cumpre pena em regime fechado, com processos encerrados por acordos e punições alternativas.
A ausência de diferenciação entre tipos de agressão e as brechas legais dificultam condenações mais severas. Por isso, cresce a pressão no Congresso para endurecer as penas e garantir prisão efetiva em crimes de maus-tratos, enquanto universidades e ONGs ampliam ações de resgate, tratamento e adoção para mitigar os impactos.
Para ativistas, o avanço nos números reflete tanto o aumento das denúncias quanto uma escalada real da brutalidade. A avaliação é de que, enquanto a violência contra animais for tratada como crime menor, os casos seguirão se multiplicando.
Fonte: Fantástico / g1
Crédito das fotos: Fantástico / Reprodução


















