A violência psicológica, ao contrário da violência física, não deixa marcas visíveis no corpo, mas provoca danos profundos à saúde mental. Entre mães solo, esse tipo de agressão é frequente e, na maioria das vezes, silenciosa. O abandono paterno, as humilhações, as ameaças, as chantagens emocionais e a desqualificação constante são formas de violência psicológica que impactam diretamente a autoestima e o equilíbrio emocional das mulheres. Apesar disso, essa agressão é pouco reconhecida socialmente e raramente denunciada.
O peso emocional se intensifica quando a mulher, além de lidar com a violência, precisa sustentar sozinha a casa e os filhos. O resultado é um quadro de sofrimento contínuo, que pode evoluir para ansiedade, depressão e crises emocionais graves. Especialistas apontam que a subnotificação da violência psicológica contribui para a ausência de políticas públicas eficazes. Sem dados visíveis, o problema permanece fora das prioridades institucionais, perpetuando o ciclo de adoecimento.
Falar sobre violência psicológica é fundamental para compreender que a saúde mental também é atravessada por relações sociais e estruturais desiguais.
Crédito da foto: DeFato Online. Fonte: DeFato Online.

















