Uma mulher de 29 anos morreu após ser baleada no último sábado em Botucatu, no interior paulista. Ela chegou a ser socorrida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos três dias depois. O atual companheiro dela, de 34 anos, também foi atingido e morreu no local. Duas crianças que estavam no carro não ficaram feridas.
O suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 38 anos. Ele foi preso no domingo seguinte, em uma estrada rural entre Botucatu e Pardinho, e, segundo a polícia, confessou o ataque. O caso passou a ser investigado como feminicídio pela Polícia Civil de São Paulo.
De acordo com a apuração do g1, a vítima havia registrado 10 boletins de ocorrência contra o ex-companheiro desde 2021. As denúncias envolviam ameaça, injúria, difamação, dano e descumprimento da guarda compartilhada do filho que tiveram juntos. Ao longo dos anos, ela solicitou três medidas protetivas, mas apenas uma foi concedida pela Justiça, com validade de 90 dias, em 2022.
O pedido mais recente de medida protetiva foi feito dois dias antes do crime e negado na véspera do ataque. Procurado, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que casos dessa natureza tramitam sob segredo de Justiça e não comentou decisões específicas.
O crime ocorreu na Avenida Cecília Lourenção, no Residencial Ouro Verde. Segundo a investigação, o suspeito efetuou diversos disparos contra o veículo onde estavam a vítima, o companheiro e as crianças. Após os tiros, o carro perdeu o controle e bateu contra um poste. Depois do ataque, o homem teria retirado o próprio filho do automóvel e fugido. Ele é registrado como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). O caso segue sob investigação.
Fonte: g1
Crédito da foto: Arquivo Pessoal















