Tesla não comercializa veículos oficialmente no Brasil, mas modelos da marca, como a Tesla Cybertruck, já circulam pelo país graças ao regime de importação independente. O processo permite que pessoas físicas ou jurídicas tragam veículos do exterior para uso próprio, sem intermediação da fabricante, desde que cumpram exigências legais e ambientais.
A operação é regulamentada por normas federais e envolve diferentes órgãos, como o Ibama e a Secretaria Nacional de Trânsito, responsável pela emissão do Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT). O veículo precisa atender às regras de emissões e ruídos, além de estar em condição de “novo”, o que na prática significa baixa quilometragem, geralmente inferior a 300 km. Também é exigida comprovação de renda compatível com o valor da compra.
Além da burocracia, o custo é elevado. Imposto de Importação, IPI, ICMS, taxas aduaneiras e transporte internacional podem praticamente dobrar o preço final. Um veículo avaliado em US$ 100 mil pode gerar despesas adicionais entre R$ 80 mil e R$ 120 mil apenas com tributos e logística. Há casos em que modelos como a Cybertruck chegam ao Brasil por valores próximos de R$ 900 mil, bem acima do preço praticado nos Estados Unidos.
Mesmo após o emplacamento no Detran, o proprietário precisa considerar despesas futuras. A garantia não é obrigatoriamente reconhecida no país, e peças ou manutenção dependem de oficinas especializadas e nova importação de componentes. Especialistas alertam que a adaptação ao combustível brasileiro e às condições das vias também pode impactar o desempenho e a durabilidade do veículo.
Fonte: g1 — São Paulo
Foto: Fabio Tito | g1

















