O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) tenta garantir que os profissionais que estão na linha de frente no combate à Covid-19 recebam uma gratificação temporária. O repasse é uma lei federal, mas não está sendo feito em Minas Gerais.
A lei é de março deste ano e estabelece o repasse de R$ 60 bilhões da União para estados e municípios para o combate ao coronavírus. Deste total, R$ 10 bilhões específicos para ações de saúde como compras de equipamentos, ampliação de número de leitos e pagamento dos trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). E é nesta questão que está o problema, segundo o sindicato.
O Sinmed-MG entende que parte desta verba deve ser usada em gratificações para os profissionais de saúde, o que não ocorreu em Minas Gerais. “Nós tivemos uma série de manifestações de valorização, de prestígio, mas a gente observa que na hora que chega em um dispositivo legal, de compensação dessas questões, os gestores se furtaram. Não vou dizer nem prestigiar esses profissionais, né, a demonstrar respeito ao esforço desses profissionais que ficaram expostos e se dedicando durante esse período”, pontua o diretor do Sindmed-MG, Marconi de Moura.
O governo do estado criou um adicional de 50% do salário para os médicos da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) que estão na linha de frente do combate à Covid 19, mas, para o sindicato, a medida não é suficiente.
O argumento é que todos os profissionais de saúde estão correndo risco de contaminação durante a pandemia. Não somente aqueles que lidam diretamente com pacientes com a Covid-19, por exemplo, médicos que fazem o primeiro atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou em uma unidade básica de saúde não recebem a gratificação, mesmo lidando com pessoas que têm sintomas da doença.
















