Com a necessidade do distanciamento social como forma de prevenção da Covid-19, muitas pessoas encontraram na bicicleta uma forma de lazer, atividade física ou meio de transporte, e as vendas das magrelas dispararam. Em Matozinhos, por exemplo, um proprietário revelou que as vendas aumentaram 80% entre março e setembro de 2020.
De acordo com dados da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), de abril a agosto deste ano, houve um crescimento médio de 87% em comparação com o mesmo período de 2019. A parte negativa disso é que a demanda global do produto em alta e os atrasos no fornecimento de peças levaram a um desabastecimento do mercado.
Para Marcinho, que trabalha com bicicletas há 30 anos em Matozinhos, a demanda foi tanta que os fornecedores foram pegos de surpresa. “Não estávamos preparados para suprir essa necessidade tão grande. No início da pandemia eu estava trabalhando até de madrugada para conseguir atender todos os clientes. Precisei colocar um mecânico para ajudar. Nunca vi um crescimento tão grande”, contou.
Especialistas acreditam que o crescimento da demanda se deve a três fatores principais: o fechamento de academias durante a pandemia, que levou muitas pessoas a adotar a bicicleta como exercício físico; o receio de aglomerações no transporte público, que fez com que usuários do sistema optassem pela bike; e a busca por lazer das famílias no período de isolamento. Os modelos mais procurados pelos brasileiros têm sido as bicicletas de entrada, com valores que variam entre R$ 800 e R$ 2.000.
“No primeiro momento, notamos uma procura maior de peças para bicicletas que estavam guardadas em casa. Em seguida, as vendas dispararam, inclusive de bikes infantis. Com isso veio a dificuldade de conseguir peças, e até hoje os fornecedores não normalizaram as entregas”, contou Alex Sander Oliveira, dono da loja Alex Bike.
NOVO X EXPERIENTE
Independente se é novo ou experiente no comando da magrela, a sensação de liberdade, principalmente na pandemia, é unânime entre os fanáticos pelo esporte. “Uniu o útil ao agradável. Queria sair para distrair e praticar esporte. Através da bicicleta descobri lugares bem legais próximo de casa. Pedalo há menos de dois meses e pretendo continuar após a pandemia acabar”, disse Luciana.
Já quem pedala há anos, elogia os novos praticantes. “O esporte é qualidade de vida. O lado negativo é que houve um aumento significativo [no preço] de acessórios, equipamentos, mas está sendo bem legal, pois muitas pessoas estão pedalando e curtindo bastante”, comentou Victor Reis.
ROTA DE CICLISTAS
A região metropolitana de Belo Horizonte é um “parque de diversões” para os ciclistas. Repleto de paisagens, montanhas e natureza exuberante, as cidades do Vetor Norte de Minas Gerais recebem semanalmente centenas de praticantes.
Existem contas no instagram voltadas para isso: mostrar os locais por onde os aventureiros passam. Um desses perfis é o @pedalepaisagens. Vale a pena acompanhar!






















