O aumento dos acidentes envolvendo escorpiões tem preocupado autoridades de saúde em Minas Gerais. O estado está entre os que registram maior número de ocorrências no país, principalmente em áreas urbanas, onde os animais encontram facilidade para se reproduzir e se esconder.
Segundo dados do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, milhares de acidentes com escorpiões são registrados anualmente em território mineiro, com maior incidência em cidades de médio e grande porte. Crianças e idosos estão entre os grupos com maior risco de complicações.
Especialistas alertam que o escorpião-amarelo, espécie mais comum no estado, possui rápida capacidade de proliferação e grande adaptação ao ambiente urbano. O animal costuma aparecer em locais com entulho, lixo acumulado, redes de esgoto, materiais de construção e áreas com presença de baratas, principal fonte de alimento da espécie.
Em casos recentes registrados no Brasil, vítimas precisaram de internação após apresentarem sintomas graves como dor intensa, vômitos, suor excessivo, febre, taquicardia e dificuldade respiratória. Em situações mais severas, podem ocorrer complicações cardíacas e neurológicas.
A orientação das autoridades de saúde é que, em caso de picada, a vítima procure atendimento médico imediatamente. Se possível, o animal deve ser fotografado ou levado para facilitar a identificação da espécie e o tratamento adequado.
O tratamento com soro antiescorpiônico é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Em Minas Gerais, hospitais de referência e unidades de pronto atendimento contam com estrutura para assistência aos pacientes em casos mais graves.
Para evitar acidentes, especialistas recomendam manter quintais e lotes limpos, evitar acúmulo de entulho, vedar ralos e frestas, além de sacudir roupas, toalhas e calçados antes do uso. O uso de luvas e calçados fechados também é indicado em locais com risco de infestação.
A Secretaria de Estado de Saúde reforça que o atendimento rápido é fundamental, principalmente para crianças de até 10 anos, consideradas mais vulneráveis aos efeitos do veneno.
ALERTA PARA PICADAS DE ESCORPIÃO
Crédito da matéria: Por Dentro de Tudo
Crédito da foto: Ministério da Saúde/Divulgação
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