O avanço da inteligência artificial está transformando a forma como as pessoas estudam, trabalham e buscam informações. Mas pesquisadores alertam que o uso excessivo de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude pode prejudicar habilidades importantes do cérebro humano, como criatividade, memória, atenção e pensamento crítico.
Segundo especialistas ouvidos pela BBC, a IA pode assumir tarefas que antes exigiam esforço mental, fazendo com que o cérebro deixe de exercitar determinadas capacidades cognitivas. A comparação feita pelos pesquisadores é direta: usar IA para pensar por você seria como ir à academia e deixar um robô levantar os pesos no seu lugar.
Estudos recentes apontam que usuários que dependem excessivamente de inteligência artificial tendem a apresentar maior dificuldade em análises críticas, retenção de informações e formulação de ideias originais. Pesquisadores também alertam para o chamado “efeito Google”, em que as pessoas passam a memorizar menos informações porque sabem que podem encontrá-las rapidamente na internet.
Apesar das preocupações, especialistas afirmam que a IA não precisa ser encarada como inimiga. O impacto depende da forma como a tecnologia é utilizada. Entre as recomendações estão questionar respostas fornecidas pela IA, evitar aceitar conteúdos automaticamente, escrever ideias próprias antes de recorrer aos robôs e manter atividades que estimulem a criatividade e o raciocínio.
Outro ponto destacado é a importância de desacelerar o consumo de informações. Fazer anotações, resolver problemas sem ajuda imediata da tecnologia e dedicar mais tempo à leitura e reflexão são atitudes que ajudam a preservar as capacidades cognitivas.
Pesquisadores reforçam que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta poderosa de apoio, mas não deve substituir completamente o pensamento humano. Para os especialistas, criatividade, experiências pessoais e conexões genuinamente humanas continuam sendo características que máquinas ainda não conseguem reproduzir.
Crédito da foto: Getty Images via BBC
Fonte: BBC/g1
















