A paixão pelo futebol segue forte no Brasil, mas vestir a camisa da Seleção ficou ainda mais pesado para o bolso do torcedor.
Vendida oficialmente por R$ 749,99, a nova camisa da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 se tornou a mais cara entre todos os países campeões mundiais quando o valor é comparado à renda média da população.
O levantamento divulgado pela BBC News Brasil mostra que o brasileiro precisa comprometer cerca de 17,5% da renda média mensal para comprar a peça oficial. Em alguns cálculos, usando dados do IBGE, esse percentual pode ultrapassar 22%.
O cenário chama ainda mais atenção quando comparado aos países europeus campeões do mundo. Na Alemanha, por exemplo, a camisa representa apenas 3,7% da renda mensal média. Na Inglaterra, 4%. Na Espanha, o percentual chega a 5,9%.
Mesmo países sul-americanos como Argentina e Uruguai apresentam impacto menor no orçamento dos torcedores.
Apesar de o valor absoluto da camisa brasileira não ser o maior do mundo, a diferença econômica faz o peso no bolso do brasileiro disparar em relação aos demais países.
Outro dado que chama atenção é a evolução dos preços ao longo dos anos. Em 1998, a camisa custava R$ 84. Corrigido pela inflação, o valor hoje seria de aproximadamente R$ 438. Ainda assim, o preço atual supera em mais de R$ 300 o valor corrigido pelo IPCA.
A Nike, responsável pelos uniformes da Seleção, afirma que a camisa utiliza tecnologia semelhante à usada pelos atletas em campo, com material mais leve e ventilação para altas temperaturas.
Nas redes sociais, o debate ganhou força entre torcedores que questionam até que ponto o preço ainda cabe na realidade do brasileiro.
Você pagaria quase R$ 750 em uma camisa oficial da Seleção Brasileira?
Crédito da foto: Suhaib Salem/Reuters via BBC
Fonte: BBC News Brasil | g1.globo.com
CAMISA DA SELEÇÃO ASSUSTA TORCEDORES



















