A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa do Pix após o sistema de pagamentos instantâneos ser citado em uma investigação comercial conduzida pelo governo dos Estados Unidos. A entidade afirmou que o Pix não é um produto comercial, mas uma infraestrutura pública criada pelo Banco Central para ampliar a concorrência, facilitar transações financeiras e fortalecer a atividade econômica no país.
A manifestação ocorre após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgar as conclusões de uma investigação iniciada em 2025, por determinação do presidente Donald Trump. No relatório, o órgão aponta que algumas políticas brasileiras poderiam representar barreiras ao comércio americano e cita o Pix entre os pontos analisados.
Segundo a Febraban, o sistema opera de forma aberta e não discriminatória, permitindo a participação de bancos, fintechs e instituições financeiras nacionais e estrangeiras. A entidade destacou que não há restrições para novos participantes, desde que atuem no Brasil e sigam as normas estabelecidas pelo Banco Central.
A federação também afirmou que as informações analisadas pelo governo americano precisam de esclarecimentos adicionais e demonstrou confiança de que as contribuições apresentadas pelo Banco Central e por instituições financeiras durante a consulta pública ajudarão a explicar o funcionamento da ferramenta.
As conclusões da investigação poderão servir de base para a adoção de novas medidas comerciais pelos Estados Unidos, incluindo a possibilidade de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado americano.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Fonte: G1
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