Realizado nos primeiros dias de vida, o Teste do Pezinho é uma das principais ferramentas para o diagnóstico precoce de doenças raras, genéticas, metabólicas, infecciosas e imunológicas. Em Minas Gerais, a triagem neonatal foi ampliada e passou a identificar gratuitamente 64 doenças pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tornando o estado referência nacional na prevenção e no cuidado infantil.
A importância do exame ganha destaque às vésperas do Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado em 6 de junho. O procedimento, simples e rápido, é realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê por meio da coleta de gotas de sangue do calcanhar, permitindo identificar doenças antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas.
Um dos exemplos dos benefícios da triagem ampliada é o caso da pequena Luna, de Belo Horizonte. Diagnosticada ainda nos primeiros dias de vida com Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma doença rara e degenerativa, ela iniciou o tratamento precocemente e hoje apresenta desenvolvimento compatível com sua idade, alcançando marcos importantes como sentar, engatinhar e rolar.
Especialistas destacam que o diagnóstico precoce pode evitar sequelas permanentes e até salvar vidas. Em doenças como a AME, cada dia sem tratamento pode representar perda irreversível de funções motoras.
Além da realização do exame, o SUS oferece uma estrutura completa de acompanhamento, incluindo confirmação diagnóstica, busca ativa de casos suspeitos, atendimento multidisciplinar e fornecimento gratuito de medicamentos. Já na rede privada, embora alguns laboratórios ofereçam rastreamento para um número maior de doenças, o acompanhamento posterior nem sempre está garantido.
Segundo o Governo de Minas Gerais, a triagem neonatal ampliada está disponível em todos os 853 municípios mineiros por meio de mais de 4 mil pontos de coleta. Entre 2019 e 2025, mais de 1,4 milhão de recém-nascidos foram examinados no estado, resultando na confirmação de 2.522 diagnósticos e permitindo o início precoce do tratamento.
Desde a criação do programa mineiro, em 1993, mais de 7 milhões de testes já foram realizados, contribuindo para identificar milhares de crianças com doenças que poderiam passar despercebidas nos primeiros meses de vida.
Foto: Denise Reis/Nupad-UFMG
Fonte: O Tempo
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