O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que a Polícia Civil do Distrito Federal realize o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que apura a apreensão de uma arma de fogo encontrada em um veículo utilizado por sua equipe de segurança.
A decisão foi publicada nesta sexta-feira (19) e determina que a oitiva aconteça presencialmente na próxima terça-feira (23), às 15h, na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária.
Inicialmente, a Polícia Civil havia solicitado que o depoimento fosse realizado por videoconferência em audiência marcada para o dia 24 de junho. No entanto, Moraes entendeu que a oitiva deve ocorrer presencialmente devido às restrições impostas ao uso de meios eletrônicos durante o período de prisão domiciliar.
O caso é investigado após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal no último dia 15 de junho, em Brasília. O armamento foi localizado em um veículo conduzido por um integrante da equipe de segurança do ex-presidente.
Segundo o motorista, a arma pertence a Bolsonaro e havia sido retirada da residência onde ele cumpre prisão domiciliar para passar por manutenção após apresentar uma falha mecânica. A previsão era de que o armamento fosse devolvido no dia seguinte.
A ocorrência levou o ministro Alexandre de Moraes a solicitar esclarecimentos sobre a presença da arma na residência, os motivos da manutenção e a compatibilidade da situação com as condições estabelecidas para a prisão domiciliar.
Em manifestação enviada ao STF, a defesa de Bolsonaro informou que a arma havia sido tornada inoperante pela retirada do percussor por integrantes da equipe de segurança. Os advogados alegam que a medida foi adotada devido ao uso de medicamentos que poderiam afetar a cognição do ex-presidente e que ele não tinha conhecimento da alteração.
Ainda conforme a defesa, ao perceber que a pistola apresentava falha de funcionamento, Bolsonaro teria solicitado o encaminhamento da arma para reparo.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.
Fonte: O Tempo
Foto: Ton Molina/STF

















