Um ano após a entrada em vigor da lei que restringe o uso de celulares nas escolas, 92% das instituições brasileiras já adotaram as novas regras, mas a aplicação da medida ainda enfrenta desafios. Pesquisa divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) mostra que 39% dos gestores têm dificuldade para conseguir a adesão dos estudantes, enquanto outros 39% apontam falta de estrutura para armazenar os aparelhos.
O levantamento, realizado em parceria com o Inep, o Instituto Alana e a Unesco, ouviu gestores de 8.189 escolas públicas e privadas em todo o país.
A Lei nº 15.100/2025 proíbe o uso de celulares para fins não pedagógicos durante aulas, recreios, intervalos e atividades extracurriculares. Antes da legislação, 13% das escolas permitiam o uso irrestrito dos aparelhos. Hoje, esse índice caiu para zero, enquanto a parcela de instituições com restrição total passou de 20% para 48%.
Apesar das dificuldades, a maioria das escolas relata benefícios. Segundo a pesquisa, 97% dos gestores afirmam que houve aumento da participação dos estudantes nas atividades pedagógicas, 95% perceberam melhora na concentração e o mesmo percentual observou maior interação entre os alunos. Outros 88% relacionaram a medida à redução de conflitos e casos de cyberbullying, enquanto 86% apontaram diminuição da ansiedade entre os estudantes.
A tecnologia, no entanto, continua presente no ambiente escolar. De acordo com o levantamento, 86% das escolas mantiveram ou ampliaram o uso de recursos digitais para fins pedagógicos, reforçando que a legislação busca limitar apenas o uso recreativo dos celulares.
Entre os principais desafios apontados pelos gestores estão a conscientização dos alunos, a criação de espaços seguros para guardar os aparelhos e a fiscalização do cumprimento das regras ao longo do dia letivo.
Foto: G1
Fonte: G1
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