Dia de Iemanjá: Rainha do Mar é celebrada pelo Brasil nesta quinta (2)

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

O músico Marcos André Carvalho, de família umbandista e praticante do candomblé, idealizou e promove hoje (2), no Rio de Janeiro, o Dia de Iemanjá no Arpoador à semelhança da festa realizada em Salvador (BA) há 100 anos em homenagem à orixá, ou divindade, africana feminina. Iemanjá é considerada a mãe dos orixás e denominada Rainha do Mar. Em várias partes do Brasil, a Rainha do Mar está sendo celebrada nesta quinta (2).

Com realização do Instituto Floresta e da Rede de Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, com patrocínio da prefeitura carioca, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, moradores da capital fluminense e turistas ganham assim um Dia de Iemanjá no Arpoador, na praia de Ipanema, zona sul da cidade.  A festa é totalmente gratuita e reunirá dez grandes grupos, totalizando cerca de 140 líderes religiosos e artistas, além de filhos de santo e representantes de outras religiões, como a católica e a judaica.

Em entrevista à Agência Brasil, Marcos André Carvalho destacou que enquanto o marketing de turismo de Salvador é a baiana do acarajé, no Rio de Janeiro é a Garota de Ipanema. “Não é a origem do samba”, disse. “Tudo nasceu nos terreiros, como o samba; a bossa-nova nasceu do samba; a batida do funk nasceu dos tambores”.

O músico explicou que a umbanda e o candomblé são a matriz do samba, da bossa-nova e do funk carioca. “E a gente tem essa dívida, porque não pegou a nossa matriz africana carioca e deu visibilidade para ela, como Salvador fez como estratégia de marketing de turismo há décadas. Hoje, Salvador tem 500 mil turistas no dia 2 de fevereiro. Bate até o réveillon”, garantiu. Por isso, o Dia de Iemanjá no Arpoador “quer dar visibilidade aos terreiros de umbanda e candomblé e trazê-los para uma praia da zona sul, no coração do turismo, em Ipanema”.

Dona das cabeças, Iemanjá dá equilíbrio às pessoas. “A gente está pedindo isso para os cariocas e brasileiros: equilíbrio, temperança, respeito mútuo”. O músico reiterou que a orixá une a todos e dá equilíbrio “para a gente poder ser mais ponderado, menos radical”.

Quem é Iemanjá?

Iemanjá, também conhecida por Yemoja, é um orixá feminino cultuado em religiões de matriz africana, como Candomblé e Umbanda. O nome da divindade vem da língua Iorubá e significa algo como “Mãe dos Peixes.” Na etimologia, Yèyé significa mãe, ọmọ, filhos, e ẹja, os peixes. Além disso, ela é considerada a mãe de todos os orixás. Também conhecida como Rainha das Águas, na Nigéria, no estado de Oxum, ela é cultuada na nascente do rio Ogun que deságua no mar. 

No Brasil, a divindade está associada aos mares e ao amor romântico. Todos os anos, pescadores e devotos das religiões fazem preces e mandam flores e oferendas para Iemanjá pedindo proteção na praia de rio Vermelho, em Salvador, na Bahia.

A Rainha das Águas é cultuada como a padroeira dos pescadores. Dessa forma, ela protege aqueles que entram no mar para pescar. Além disso, Iemanjá protege a vida marinha e controla a maré. O orixá feminino ainda está associado às causas da fertilidade feminina e do amor romântico. Dessa forma, muitas vezes ela é invocada para auxiliar em algum parto complicado ou para se conseguir um amor. (Com Agência Brasil)

Confira alguns outros nomes dados à Iemanjá:

  • Janaína
  • Inaê
  • Ísis
  • Dandalunda
  • Mucunã
  • Sereia do Mar
  • Rainha do Mar
  • Maria
  • Marabô
  • Princesa de Aiocá
  • Princesa do Mar

Fonte: O Tempo. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Encontre uma reportagem