BH registra queda em todos os medidores da covid-19 pelo 8º dia seguido

Por Dentro De Tudo:

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Belo Horizonte registrou, nessa quarta-feira (14), a oitava queda consecutiva nos índices que monitoram a covid-19. O RT, que mede a velocidade de transmissão da doença está em 0,87, no nível verde. O ideal é que este índice fique sempre abaixo de 1. A taxa de ocupação em leitos de enfermaria está em nível amarelo, marcando 68,1%. Está em nível vermelho a taxa de ocupação em leitos de terapia intensiva, com 84,8%.

A capital mineira teve, nas últimas 24 horas, 1.562 casos e 55 mortes. São, ao todo, 160.095 casos confirmados e 3.763 óbitos. 436.036 pessoas receberam a primeira dose e 137.417 receberam a segunda dose da vacina contra o coronavírus.

Nos hospitais, há 100% de ocupação de UTIs para covid-19 nas seguintes unidades: Hospital Evangélico, Hospital do Ipsemg, Hospital da Baleia, Hospital Eduardo de Menezes e Hospital Risoleta Neves. No Hospital São Francisco, a ocupação é de 86%. No Hospital Felício Roxo, 20 dos 25 internados na UTI têm diagnóstico positivo para covid-19.

Na Santa Casa de Belo Horizonte, a taxa de ocupação e de 80%. No Hospital Madre Teresa, estão internadas 72 pessoas com coronavírus, sendo 24 em Unidades de Terapia Intensiva. No Hospital Júlia Kubitschek, a ocupação de UTIs para covid-19 é de 95%.

Em Belo Horizonte deve haver entrevista coletiva na tarde desta quinta ou, no mais tardar, na sexta-feira (16). A reunião do Comitê de Enfrentamento à Pandemia da covid-19 nessa quarta (14) foi um verdadeiro balde de água fria nos comerciantes. Primeiro porque não houve desfecho e segundo porque os infectologistas estão receosos de recomendar a abertura da cidade e, como resultado, aumentar o número de casos.

O temor é revelado pelo presidente da Sociedade Mineira de Infectologia e membro do comitê, Estevão Urbano. O especialista fala ainda sobre preocupação com o baixo estoque de medicamentos importantes, como sedativos para intubação e antibióticos para tratamento de infecções graves.

“Preocupa muito porque o estoque crítico. Não só os pacientes com covid-19, mas outros que necessitam dessa medicação poderão ficar desprovidos de um atendimento digno, inclusive ficarem, por exemplo, acordados com um tubo no pulmão, que é um sofrimento terrível. Então é mais um item que é muito considerado na hora de decidir uma eventual flexibilização”, afirma.

Comércio

O presidente do Sindicato de Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas-BH), Nadim Donato, diz que o comércio não aguenta mais ficar fechado e apresenta dados de uma pesquisa feita pela entidade. “Precisamos abrir urgente. O endividamento está enorme, as empresas estão devendo de três a seis meses do seu faturamento. Outra situação é que, pela primeira vez na história, o comércio não paga os seus funcionários, 42% dos lojistas falaram isso na pesquisa”.

“Entendo a situação de saúde, estamos colaborando, não é culpa mais do comércio, o comércio não tem mais o que fazer. Dia das Mães vem aí, é o segundo dia de maior venda do comércio, precisamos voltar”, finaliza.

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