Veja o que muda nas regiões de Minas que vão avançar para a onda vermelha

Por Dentro De Tudo:

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As macrorregiões de saúde Norte, Sul, Sudeste e Jequitinhonha e as microrregiões de Betim, Belo Horizonte/Nova Lima/Caeté, Vespasiano, Contagem, Curvelo, Manhuaçu e a RMBH vão poder avançar da onda roxa para a onda vermelha do Minas Consciente.

Enquanto na onda roxa apenas atividades consideradas essenciais têm autorização para funcionar, a onda vermelha permite a operação de todos os comércios e serviços, como bares, academias e salões de beleza, desde que eles cumpram algumas regras, como distanciamento e limite de público.

Isso não quer dizer que todas as cidades que mudaram de onda vão executar a reabertura, já que a adesão à onda vermelha não é obrigatória. A capital, por exemplo, não faz parte do programa.

Apesar da liberação de todas as atividades, a onda vermelha é a segunda mais restritiva do plano. Ela permite, por exemplo, a realização de eventos com até 30 pessoas, enquanto na onda amarela o limite é de 100 pessoas e, na onda verde, de 250 pessoas.

Na onda vermelha, hotéis e atrativos culturais e naturais podem funcionar com 50% da capacidade ocupada. Na onda amarela, a ocupação pode ser 75% e, na verde, de 100%.

O limite de público também é menor na onda vermelha. Em espaços fechados e com atendimento ao público, é permitido uma pessoa a cada 10 metros quadrados. A distância linear entre as pessoas em filas e mesas, por exemplo, deve ser de 3 metros. Nas ondas amarela e verde, a capacidade é de uma pessoa a cada 4 metros quadrados, e a distância linear, de 1,5 metro.

Além disso, serviços não essenciais devem limitar um cliente por atendente na onda vermelha.

Orientações para cada onda do programa Minas Consciente — Foto: Governo de Minas

Veja algumas regras da onda vermelha:

  • Priorização ao teletrabalho dos funcionários;
  • Proibição de self-service;
  • Atendimento somente mediante agendamento (serviços e atendimentos pessoais);
  • Aferição obrigatória de temperatura de funcionários e clientes, com restrição de entrada em caso da temperatura superior a 37,5º;
  • Disponibilização de profissionais para higienização de equipamentos de academias após cada utilização.

Com a decisão anunciada nesta quinta-feira (15), metade das macrorregiões de Minas Gerais vai ficar na onda vermelha, o que equivale a cerca de 70% do estado, segundo Zema, enquanto a outra metade segue na onda roxa por, pelo menos, mais uma semana. Triângulo do Norte, Triângulo Sul e Noroeste, que já estavam na onda vermelha, permanecem nesta fase.

“Obtivemos melhorias de indicadores, o que possibilitou as decisões técnicas por parte da Secretaria de Saúde, mas é preciso lembrar que estamos longe de ter conforto. Ainda temos um sistema hospitalar sobrecarregado, os profissionais de saúde estão cansados, e as vagas são poucas”, afirmou o governador Romeu Zema (Novo).

Na última semana, o número de casos de Covid-19 aumentou 4,01% em Minas Gerais, e os óbitos pela doença cresceram 6,81%.

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