BH autoriza reabertura de bares, salões e academias a partir de quinta; Aulas presenciais de 0 a 5 anos retornam

Por Dentro De Tudo:

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O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), anunciou nesta segunda-feira (19) a reabertura gradual do comércio da cidade. Academias, bares, restaurantes, parques e shoppings vão poder reabrir as portas a partir de quinta-feira (22). Missas e cultos presenciais também estão permitidos, desde que sigam os protocolos de saúde. (Veja abaixo o que pode funcionar a partir de quinta-feira)

O anúncio foi feito depois de três dias de reuniões a portas fechadas com o Comitê de Enfrentamento à Covid-19.

A decisão foi baseada na queda dos índices da ocupação de leitos de UTI e também de enfermaria. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), nesta segunda-feira (19), eles estão em 81,1% e 58,9%, respectivamente.

“O que esta reabertura vai provocar, nós não sabemos, mas pelo que tudo indica, pelos jovens que estão sendo atingidos, pela ameaça aos filhos, amigos, de 29, 28, 27 e 23 anos, não vamos brincar com essa pandemia”, disse Kalil.

De acordo com ele, Belo Horizonte é a cidade com a menor taxa de mortalidade entre os municípios de grande porte do país, 149,5 entre 100 mil habitantes.

As escolas municipais de ensino infantil, para alunos entre 0 e 5 anos de idade, voltam a funcionar a partir do dia 26 de abril. A capital era a única da Região Sudeste do país sem aulas presenciais desde o início da pandemia.

A prefeitura assinou, na última semana, um contrato no valor de R$ 5.924.521,50 para a compra de uniformes escolares.

O extrato do contrato, assinado pela Secretaria Municipal de Educação (SMED) com a empresa Sonar Comercial LTDA e publicado no Diário Oficial do Município da última quinta-feira (15), prevê a aquisição e entrega de camisas, bermudas ou short-saias e jaquetas escolares.

O termo foi assinado no dia 13 de abril, com prazo até 31 de dezembro deste ano.

Na última semana, o Ministério Público de Minas Gerais recomendou ao prefeito Alexandre Kalil a elaboração de um protocolo completo para o retorno gradativo das aulas presenciais.

O órgão ainda deu 15 dias para que o prefeito indique todas as medidas administrativas adotadas em relação a políticas públicas para alunos e corpo docente da rede municipal, entre os anos de 2020 e 2021, especialmente as de inclusão digital e fornecimento de equipamentos eletrônicos.

Para a 25ª Promotoria de Justiça de Defesa da Educação de Belo Horizonte, há uma “ruptura drástica do direito à educação” na capital durante a pandemia, “com ausência de ensino remoto uniforme e ausência de ensino híbrido”.

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