Auxílio de R$ 600 é aprovado pela ALMG

Por Dentro De Tudo:

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O Recomeça Minas, plano de recuperação para os setores mais afetados pela pandemia no Estado, foi aprovado em definitivo pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no final da manhã de sexta-feira (30). Além de benefícios tributários e facilitação a crédito para diversos segmentos, o plano prevê o pagamento em parcela única de um auxílio no valor de R$ 600, chamado Força Família, para famílias em extrema pobreza.

Representantes dos setores de comércio, bares e restaurantes, calçadista e de serviços ligados à indústria afirmam que o apoio estadual contribuirá para uma retomada econômica, mas destacam pontos importantes deixados de fora, como crédito a empresas negativadas.

“É um grande avanço. Ninguém melhor que o comerciante para falar do comércio, e foi isso que aconteceu na construção dessa proposta. Os setores foram ouvidos e grande parte dos nossos pleitos foi atendida”, afirmou o diretor da Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio-MG), José Mário Rodrigues Pereira. Entre as medidas, Pereira destaca a redução de juros e multas para dívidas de tributos (veja quadro). “Também será muito importante a injeção dos recursos do auxílio Força Família, principalmente em municípios do interior do Estado.

“O parcelamento do pagamento de alguns impostos certamente ajudará. E a liberação de crédito também será muito importante, mas se for realmente facilitada, como ficou combinado nos encontros regionais”, destacou o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana, Ronaldo Lacerda.

Segundo ele, o Recomeça Minas e a prorrogação do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (Bem), anunciada no início da semana, darão fôlego ao setor calçadista. Lacerda também participou dos encontros regionais para a elaboração do projeto. “Mostramos que um setor como o nosso, que gera 20 mil empregos na cidade, é importante para a economia do Estado e não pode ser abandonado”.

Para o presidente do Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (Ciemg), Fabio Sacioto , a facilitação no pagamento de dívidas tributárias ampliará o acesso a empréstimos, pois permitirá que o empresário fique com “o nome limpo”. “É uma medida bem-vinda. Mas é importante frisar que a retomada não será como foi anteriormente, na primeira onda. O perfil consumidor da população mudou. A recuperação vai ser lenta, mas gradativa. No entanto, acredito que o empreendedor mineiro é dinâmico e vai saber, mais uma vez, dar a volta por cima”, afirmou presidente do Ciemg, que representa empresas prestadoras de serviços ligadas à produção industrial.

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