Apesar da ausência de anúncio de reajuste por parte da Petrobras, os preços do etanol, gasolina e diesel serão alterados a partir desta terça-feira (11) em todo o Brasil. A justificativa para o reajuste está na medida provisória que limita os créditos do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), impactando potencialmente no preço final do combustível, com um reajuste de até 11 centavos.
A medida do governo, que restringe o uso desses créditos por empresas para compensar o pagamento de outros tributos, visa aumentar a arrecadação da União como compensação à desoneração da folha salarial dos 17 setores que mais empregam e dos municípios.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas e Região (Recap) informou que as grandes distribuidoras de combustível já comunicaram o aumento de preços a partir de hoje. O presidente do Recap, Emílio Martins, criticou a medida do governo, considerando-a inconstitucional, e alertou que o custo do reajuste será repassado aos revendedores e consumidores.
Segundo o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), a medida pode gerar um aumento de 4% a 7% na gasolina e de 1% a 4% no diesel na fase de distribuição, impactando os custos do transporte público e do frete de cargas e alimentos. A distribuidora Ipiranga já anunciou o reajuste dos preços de gasolina, etanol e diesel em função da MP 1227/24, que restringiu a compensação de créditos tributários de PIS/Cofins.
















